Pensando como Sherlock Holmes

No livro “O vale do medo” Sherlock Holmes desvenda um assassinato sem sair da cena do crime, enquanto outros detetives da Scotland Yard vão de vilarejo em vilarejo atrás de pistas. Apesar de parecer lento perto dos colegas que se movimentam com grande agilidade, Sherlock surge frequentemente muito a frente dos outros detetives.

A técnica utilizada por Sherlock em seu famoso pensamento dedutivo é a da concentração. Quando fica parado exalando uma fina fumaça de seu cachimbo, ele se coloca numa frequência mental muito próxima dos estados meditativos, centrando sua a atenção num único elemento.

Costumamos hoje mudar rapidamente o foco entre diversas atividades dando a impressão de eficiência. Mas o que acontece na realidade é que sacrificamos a qualidade da atenção, agindo como aqueles detetives que correm de lado para o outro sem muita eficácia.

Pesquisas feitas em 2012 demonstraram que exercícios de meditação ajudam a lidar com a complexidade da vida cotidiana e, além disso, indivíduos que passaram por esse tipo de treinamento reportaram sentir menos emoções negativas.

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Sobre lobos e crises

                                                                    Foto tirada na Sibéria por Liz Darlington

Os lobos são importantes para manutenção das espécies. Eles caçam os fracos, os doentes, os velhos e os feridos. Eliminando os debilitados, eles ajudam o processo de renovação cíclica da natureza, fazendo com que a população se mantenha forte e saudável. Sem esse processo, haveria uma superpopulação levando todos a morrer de inanição.

As crises fazem algo parecido com as empresas. As mais fracas, endividadas e ineficientes acabam falindo e fechando. As que ultrapassam esses momentos de dificuldade saem fortalecidas. Sem essa renovação cíclica, os mercados ficariam saturados levando todas a fecharem as portas.

O perigo do líder centralizador

por Dado Salem

Sabemos que tomar uma decisão sozinho é mais fácil que em grupo. Por exemplo, se você quiser ir ao cinema basta entrar na internet, escolher o filme e comprar o ingresso. Agora tente fazer isso num grupo de 8 pessoas. Um prefere drama, outro filme europeu, um terceiro não pode naquele horário, um quarto já assistiu o filme, e por ai vai. Essa simples tarefa pode demorar horas e provocar muita discussão. Mas quando falamos de decisões complexas a coisa pode ser bem diferente.
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Mestres da psicologia econômica ajudam a reeleger Obama




A equipe de Obama convidou um grupo de acadêmicos da psicologia econômica para auxiliar a campanha presidencial de 2012. Eles já haviam sido chamados em 2008 mas, segundo alguns participantes, nessa eleição ao invés de terem que se esforçar para serem ouvidos, houve uma verdadeira sede pelas suas ideias. Foi uma grande mudança sobre as campanhas anteriores que se baseavam principalmente em palpites de "gurus" da propaganda política. 

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Como criar um prodígio

Vivemos tempos ambiciosos. Há uma verdadeira histeria dos pais a respeito de feitos e realizações precoces de seus filhos. Não há fronteira clara entre apoiar e pressionar uma criança, entre confiar e forçá-la a desempenhar aquilo que idealizamos para ela. Alguns pais colocam expectativas tão altas que acabam provocando um breakdown em seus filhos, enquanto outros deixam de apoiar as verdadeiras paixões dos filhos privando-os muitas vezes de uma vida realizada e prazerosa.

How do You Raise a Prodigy
por Andrew Solomon
NY Times
novembro 2012


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Por quê vc escolhe determinadas marcas e produtos?

Estudo recente revela que costumamos escolher marcas e produtos por razões que nada tem a ver com a própria marca ou produto.

                 

por Christie Nicholson

Scientific American

out 2012
traduzido por Dado Salem

Você acabou de comprar um requeijão. Escolheu o pote porque sempre consumiu esse produto. Na realidade, alguma outra coisa pode ter influenciado sua escolha – o produto que você pegou provavelmente estava localizado centralmente nas prateleiras do supermercado.

Pesquisadores monitoraram os movimentos oculares de 67 individuos e perceberam que os consumidores tendem a focar nos objetos centrais, especificamente 5 segundos antes de fazer a escolha. E fazem isso para todos os tipos de produtos, de vitaminas a filmes comprados online. O estudo será publicado em dezembro de 2012 no Journal of Consumer Research.
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